Projeto Stargate: General Stubblebine e a doutrina da guerra psíquica
Quando a convicção pessoal de um general vira doutrina militar — e o Pentágono financia a guerra psíquica
Em 1981, o Maj. Gen. Albert Stubblebine III assumiu o INSCOM e tentou transformar a pesquisa de visão remota em arsenal psíquico operacional. Episódio 3 reconstrói os 'Guerreiros Jedi', o First Earth Battalion e os experimentos que cruzaram a linha entre ciência de fronteira e delírio institucionalizado.

No Episódio 1 — “Os Sucessos que a CIA Enterrou” — documentamos os casos operacionais verificados do Projeto Stargate: aviões, submarinos, mísseis SCUD e Yongbyon. No Episódio 2 — “O Embate Estatístico” — examinamos como Jessica Utts encontrou evidências estatísticas replicáveis e Ray Hyman contestou o enquadramento, revelando uma decisão política mascarada de científica. Agora, saímos do laboratório e entramos no campo de batalha: este episódio investiga o momento em que a pesquisa de fronteira foi capturada por uma visão militar expansionista — e o homem que liderou essa transformação.
INTRODUÇÃO
Em 1981, o Major-General Albert Newton Stubblebine III assumiu o comando do Intelligence and Security Command (INSCOM), a mais poderosa organização de inteligência militar do Exército americano, responsável por operações de espionagem eletrônica, contrainteligência e segurança de informações em escala global. Stubblebine comandava cerca de 16.000 militares e civis. Tinha acesso aos programas mais classificados do Pentágono. E, segundo relatos de subordinados e documentos internos, acreditava — com convicção inabalável — que a mente humana era uma arma militar inexplorada.
Segundo depoimentos colhidos pelo jornalista Jon Ronson e confirmados por múltiplas fontes dentro da comunidade de inteligência, Stubblebine tentou, em mais de uma ocasião, atravessar a parede de seu próprio escritório no quartel-general do INSCOM em Arlington Hall, Virgínia. Não metaforicamente. Literalmente. O general levantava-se da cadeira, concentrava-se intensamente e caminhava em direção à parede de concreto, convicto de que poderia desmaterializar seu corpo e passar ao escritório contíguo. Segundo esses relatos, batia o nariz repetidamente. E voltava a tentar.
Essa imagem — um general de duas estrelas colidindo com paredes — seria cômica se não representasse algo mais profundo e perturbador: a transformação de um programa de pesquisa acadêmica, nascido no Instituto de Pesquisa de Stanford sob supervisão de físicos, em uma doutrina militar operacional impulsionada pela convicção pessoal de um dos mais altos oficiais de inteligência do Exército americano. A história do General Stubblebine e sua visão de “guerreiros psíquicos” é a história de como poder institucional, crença no extraordinário e o contexto paranoico da Guerra Fria convergiram para criar um dos capítulos mais bizarros — e reveladores — da história militar moderna.
O GENERAL QUE COMANDAVA ESPIÕES E ACREDITAVA NA MENTE
Albert Stubblebine III não era um oficial marginal ou excêntrico sem credenciais. Antes de assumir o INSCOM, acumulava uma carreira militar distinta: graduado por West Point, veterano de operações de inteligência no Vietnã, especialista em guerra eletrônica e reconhecido como um dos oficiais mais inovadores de sua geração dentro do Exército. Quando chegou ao comando do INSCOM em 1981, trazia consigo a reputação de modernizador — alguém disposto a desafiar ortodoxias institucionais para obter vantagem estratégica.
Segundo documentos do período e depoimentos de ex-subordinados, Stubblebine tomou conhecimento dos programas de visão remota em Fort Meade — então operando sob o codinome Grill Flame — pouco após assumir o INSCOM. O que encontrou aparentemente o fascinou: militares treinados que alegavam descrever instalações soviéticas à distância, sem qualquer equipamento além de papel e caneta. Para um general obcecado por vantagem informacional, a possibilidade de uma capacidade de inteligência que não dependia de satélites, interceptação eletrônica ou agentes humanos em território hostil era irresistível.
Conforme relatos de Frederick “Skip” Atwater, supervisor operacional do programa em Fort Meade e subordinado direto de Stubblebine, o general não se limitou a apoiar o programa existente — ele quis expandi-lo radicalmente. Stubblebine via a visão remota não como um experimento científico a ser cautelosamente avaliado, mas como o primeiro indício de um arsenal psíquico que poderia transformar a natureza da guerra. Segundo Atwater, Stubblebine chegou a propor que todos os oficiais de inteligência do INSCOM recebessem treinamento em técnicas de visão remota — uma proposta que enfrentou resistência imediata de oficiais que temiam pelo que chamavam de “contaminação mística” das operações de inteligência convencionais.
A tensão era estrutural: de um lado, pesquisadores como Hal Puthoff e Russell Targ no SRI conduziam experimentos sob protocolos científicos; de outro, um general de alto escalão queria transformar resultados preliminares em capacidade operacional permanente. Segundo análises posteriores, essa pressão por operacionalização prematura pode ter contribuído tanto para os alegados sucessos do programa — ao fornecer financiamento e proteção institucional — quanto para sua eventual vulnerabilidade política, ao associar pesquisa de fronteira a alegações cada vez mais extraordinárias e difíceis de defender publicamente.
O FIRST EARTH BATTALION E OS “GUERREIROS JEDI” DO EXÉRCITO
A visão de Stubblebine não surgiu em um vácuo. Em 1979 — dois anos antes de ele assumir o INSCOM —, o Tenente-Coronel Jim Channon, oficial do Exército americano, havia produzido um documento extraordinário intitulado First Earth Battalion Operations Manual. Channon, veterano do Vietnã traumatizado pela experiência e influenciado por movimentos contraculturais da Califórnia, propunha a criação de um novo tipo de unidade militar: soldados que combinariam treinamento físico convencional com capacidades paranormais, meditação, técnicas de resolução não-violenta de conflitos e, segundo o manual, habilidades como “invisibilidade psíquica” e “passagem através de objetos sólidos”.
O documento de Channon, embora produzido como um exercício conceitual dentro do Escola de Guerra do Exército, circulou entre oficiais de alta patente e encontrou em Stubblebine um patrono entusiasmado. Segundo relatos de participantes e análises do jornalista Jon Ronson em The Men Who Stare at Goats, Stubblebine viu no conceito do First Earth Battalion a estrutura doutrinária que faltava para transformar a visão remota e outras alegadas capacidades psíquicas em programa militar formal. O general não apenas adotou a visão de Channon — segundo relatos, a amplificou.
Os programas de treinamento que emergiram desse encontro entre a visão expansionista de Stubblebine e o misticismo militar de Channon ficaram conhecidos informalmente como “Projeto Jedi” dentro do INSCOM. Os militares selecionados para o programa — escolhidos por Stubblebine pessoalmente ou por recomendação de Atwater — eram chamados, em linguagem interna, de “Guerreiros Jedi”. O nome não era casual: evocava deliberadamente a mitologia de Star Wars, então no auge de sua influência cultural, associando capacidades psíquicas a uma narrativa de elite guerreira com poderes sobre-humanos.
Segundo documentos parcialmente desclassificados e depoimentos de ex-participantes como David Morehouse, o treinamento incluía sessões intensivas de visão remota sob protocolo CRV, exercícios de meditação e visualização guiada, e tentativas de desenvolver capacidades que transcendiam a coleta de inteligência — incluindo, segundo alegações, psicocinese (mover objetos com a mente) e influência mental à distância. A linha entre pesquisa controlada e misticismo militar começava a se dissolver.
EXPERIMENTOS NO LIMITE: PAREDES, CABRAS E OS TESTES QUE DESAFIARAM A RAZÃO
Os experimentos conduzidos sob a égide de Stubblebine e do “Projeto Jedi” entraram no território do extraordinário — e, segundo críticos, do absurdo. Dois episódios tornaram-se emblemáticos da era Stubblebine, ambos documentados por múltiplas fontes independentes e posteriormente popularizados pelo livro e filme The Men Who Stare at Goats.
O primeiro — as tentativas de atravessar paredes — não se limitava ao próprio Stubblebine. Segundo relatos de ex-participantes compilados por Ronson e corroborados parcialmente por depoimentos de Atwater, o conceito de “passagem através de matéria sólida” era discutido com seriedade em reuniões do programa. A premissa teórica, conforme articulada por defensores, baseava-se em interpretações heterodoxas da mecânica quântica: se a matéria é predominantemente espaço vazio em nível subatômico, então — segundo essa lógica — a mente poderia, em teoria, reorganizar sua interação com a matéria e permitir a passagem. Nenhum registro conhecido documenta que alguém tenha conseguido.
O segundo episódio — ainda mais notório — envolve experimentos com cabras em instalações militares, particularmente em Fort Bragg (atual Fort Liberty), sede das Forças Especiais do Exército. Segundo relatos de múltiplos ex-participantes e investigações jornalísticas, militares foram instruídos a tentar parar o coração de cabras utilizando apenas concentração mental. Os animais eram mantidos em baias, e os “guerreiros psíquicos” sentavam-se diante deles, tentando exercer influência sobre seus sinais vitais.
Conforme o relato de Guy Savelli, instrutor de artes marciais contratado como consultor para o programa, pelo menos uma cabra teria caído morta durante uma sessão — embora a causa da morte nunca tenha sido confirmada como resultado de intervenção psíquica. Documentos militares oficiais sobre esses experimentos permanecem escassos; a maioria dos relatos provém de depoimentos de participantes, o que impõe cautela interpretativa. Críticos como Ronson observam que a morte de um animal idoso e estressado em confinamento pode ter inúmeras explicações convencionais.
O que esses experimentos revelam, independentemente de seus resultados, é a extensão a que a visão de Stubblebine havia empurrado o programa: de sessões controladas de visão remota em Fort Meade para tentativas de psicocinese letal em instalações de Forças Especiais. A distância entre o protocolo CRV de Ingo Swann e um soldado tentando matar uma cabra com a mente é a distância entre pesquisa de fronteira e delírio institucionalizado — ou, dependendo da perspectiva, entre ciência cautelosa e a exploração sem limites do potencial humano.
A EXPANSÃO: QUANDO O PARANORMAL GANHOU ORÇAMENTO E PATENTE MILITAR
Sob o patrocínio de Stubblebine, o programa de capacidades psíquicas expandiu-se significativamente entre 1981 e 1984. Segundo registros do INSCOM e análises posteriores, o investimento não se limitou à visão remota operacional em Fort Meade — estendeu-se a uma rede de iniciativas complementares que buscavam sistematizar o “paranormal” como recurso militar.
O programa Grill Flame, rebatizado como Center Lane em 1983 sob supervisão direta do INSCOM, passou a operar com maior estrutura organizacional. Visualizadores remotos receberam designações formais, protocolos de segurança de informações classificadas e acesso a “tasking” (atribuição de missões) gerado por oficiais de inteligência que, segundo documentos, solicitavam sessões quando métodos convencionais eram insuficientes ou quando a situação exigia velocidade que satélites e HUMINT não podiam fornecer.
Stubblebine também fomentou conexões entre o programa militar e o componente de pesquisa civil no SRI. Conforme relatos de Puthoff e May, o financiamento militar sob Stubblebine garantiu continuidade de pesquisa em um período em que o apoio da CIA havia se tornado intermitente. O general, segundo análises, via-se como protetor institucional do programa — blindando-o contra céticos dentro do próprio Exército que consideravam as operações psíquicas um desperdício de recursos e um risco reputacional.
Porém, a mesma ambição que impulsionou a expansão carregava sementes de autodestruição. Quanto mais Stubblebine ampliava o escopo do programa — incluindo psicocinese, influência mental e experimentos com animais —, mais vulnerável o tornava a ataques internos. Segundo relatos de oficiais contemporâneos, o “giggle factor” — o constrangimento de admitir que o Exército americano financiava pesquisa paranormal — tornou-se uma arma política contra o próprio Stubblebine. Em 1984, após crescente oposição interna e alegada perda de confiança de superiores, Stubblebine foi aposentado do comando do INSCOM. O programa sobreviveu à sua saída, mas perdeu seu mais poderoso defensor institucional — e, com ele, a proteção que havia permitido a expansão mais ousada da guerra psíquica americana.
MILITARIZAÇÃO DO IMPOSSÍVEL: O QUE A ERA STUBBLEBINE REVELA SOBRE PODER E CRENÇA
A história do General Stubblebine e dos “Guerreiros Jedi” levanta questões que transcendem o debate sobre a existência ou não de capacidades psíquicas. O que está em jogo é uma pergunta sobre as estruturas de poder que determinam quais pesquisas são financiadas, quais alegações são toleradas e quais limites a crença pessoal de um comandante pode impor a uma instituição militar.
A militarização do paranormal não foi um acidente nem uma aberração isolada. Ela ocorreu dentro de um contexto geopolítico específico: a Guerra Fria, com sua lógica de “se o inimigo investir, precisamos investir também”. Relatórios de inteligência do período indicavam que a União Soviética mantinha programas robustos de pesquisa “psicotrônica” — com investimento estimado em dezenas de milhões de rublos anuais. Para oficiais como Stubblebine, não investigar capacidades psíquicas equivalia a ceder vantagem estratégica. A paranoia da corrida armamentista estendeu-se, literalmente, ao domínio da mente.
Porém, a era Stubblebine também expôs uma falha estrutural: a ausência de mecanismos de controle que impedissem um oficial de alto escalão de transformar crença pessoal em doutrina institucional. Segundo análises de historiadores militares, o sistema de comando do Exército americano, ao concentrar autoridade decisória em comandantes de unidades como o INSCOM, permitia que a visão individual de um general moldasse programas inteiros — especialmente quando esses programas operavam sob classificação de segurança que limitava escrutínio externo.
O legado de Stubblebine é, portanto, ambivalente. De um lado, seu patrocínio manteve viva uma linha de pesquisa que, conforme demonstrado nos Episódios 1 e 2 desta série, produziu tanto alegados sucessos operacionais quanto efeitos estatísticos que permanecem sem explicação convencional. De outro, sua tendência a extrapolar resultados preliminares para territórios cada vez mais extraordinários — paredes, cabras, batalhas psíquicas — forneceu munição a céticos e fragilizou a credibilidade institucional do programa.
A pergunta que emerge não é apenas sobre Stubblebine. É sobre qualquer sistema em que poder institucional, classificação de segurança e convicção pessoal se combinam para criar programas que operam fora do escrutínio público. Se um general de duas estrelas pôde direcionar recursos militares para experimentos de psicocinese letal, o que mais operava — e talvez ainda opere — nas sombras das organizações de inteligência?
“Não sou louco. Sei que sou capaz de atravessar essa parede. O que preciso é descobrir qual técnica mental destravará esse potencial. Se a matéria é 99,999% espaço vazio, a única barreira é a mente.”
— Atribuído ao Maj. Gen. Albert Stubblebine III, conforme relato de ex-subordinados compilado por Jon Ronson em The Men Who Stare at Goats (2004).
CAIXA DE CONTEXTO: O INSCOM e o First Earth Battalion
Intelligence and Security Command (INSCOM)
Criado em 1977, o INSCOM é o comando responsável por operações de inteligência e segurança do Exército dos Estados Unidos. Com sede em Fort Belvoir, Virgínia (anteriormente em Arlington Hall), o INSCOM supervisiona unidades de inteligência de sinais (SIGINT), inteligência humana (HUMINT), contrainteligência e operações de segurança da informação. Na época do comando de Stubblebine (1981-1984), a organização empregava aproximadamente 16.000 pessoas e operava em escala global. O programa de visão remota em Fort Meade estava sob jurisdição operacional do INSCOM.
First Earth Battalion
Conceito criado em 1979 pelo Tenente-Coronel Jim Channon no First Earth Battalion Operations Manual, produzido como projeto dentro do Army War College. Propunha uma unidade militar de “guerreiros-monges” que combinariam habilidades convencionais com capacidades paranormais, meditação, resolução pacífica de conflitos e consciência expandida. Embora nunca oficialmente implementado como unidade, o conceito influenciou diretamente os programas de treinamento psíquico patrocinados por Stubblebine no INSCOM e inspirou o “Projeto Jedi”.
CONCLUSÃO: A Pergunta que o General Deixou em Aberto
Albert Stubblebine III faleceu em 2017, sem jamais renunciar publicamente à sua crença em capacidades psíquicas militares. Segundo entrevistas concedidas após sua aposentadoria, manteve até o fim a convicção de que o Exército americano havia abandonado prematuramente uma linha de desenvolvimento que poderia ter transformado a natureza da guerra e da inteligência. Para Stubblebine, o encerramento do programa não era evidência de fracasso — era evidência de covardia institucional.
A era Stubblebine deixa uma herança complexa para a narrativa do Projeto Stargate. Ela demonstra como pesquisa de fronteira, quando capturada por ambição militar e crença pessoal de comandantes poderosos, pode ser simultaneamente amplificada e distorcida — ganhando recursos e proteção institucional ao custo de credibilidade científica e proporcionalidade. O programa não morreu por falta de resultados; morreu, em parte, porque seus defensores mais vocais prometeram mais do que a evidência sustentava.
Mas há uma dimensão que a narrativa da militarização não explica: as conexões pessoais e ideológicas dos protagonistas. No próximo episódio — “Conexões Ocultas: A Cientologia, Ingo Swann e os Bastidores do Programa” — investigaremos um fio que atravessa silenciosamente toda a história do Stargate: a relação entre figuras centrais do programa — Ingo Swann, Hal Puthoff, Pat Price — e a Igreja da Cientologia. Quem eram esses homens antes de entrarem para o programa? Que crenças carregavam? E até que ponto a ideologia de uma organização controversa influenciou a pesquisa que o governo americano financiou por duas décadas?
A pergunta muda mais uma vez: não mais “os efeitos são reais?” nem “o que acontece quando um general acredita que são?” — mas “quem estava por trás da pesquisa, e a serviço de quais ideias?”
REFERÊNCIAS
[1] UNITED STATES ARMY. Intelligence and Security Command (INSCOM): Command History, 1977-1990. Arquivo histórico. Fort Belvoir, VA. (Dados sobre estrutura, efetivo e jurisdição do INSCOM durante o comando de Stubblebine).
[2] RONSON, J. The Men Who Stare at Goats. New York: Simon & Schuster, 2004. p. 43-58. (Relatos sobre tentativas de Stubblebine de atravessar paredes e citação atribuída ao general).
[3] UNITED STATES MILITARY ACADEMY. Register of Graduates and Former Cadets. West Point, NY. (Registros acadêmicos e carreira militar de Albert N. Stubblebine III).
[4] UNITED STATES DEPARTMENT OF THE ARMY. Intelligence and Security Command (INSCOM). Grill Flame Program Records. Arquivos desclassificados. 1978-1983. (Documentação do programa no período de transição para o comando de Stubblebine).
[5] ATWATER, F. H. Captain of My Ship, Master of My Soul: Living with Guidance. Charlottesville: Hampton Roads, 2001. p. 87-112. (Relato de primeira mão sobre a relação entre Stubblebine e o programa de visão remota).
[6] SMITH, P. H. Reading the Enemy’s Mind: Inside Star Gate — America’s Psychic Espionage Program. New York: Forge Books, 2005. p. 198-230. (Análise da tensão entre pesquisa científica e operacionalização militar sob Stubblebine).
[7] CHANNON, J. First Earth Battalion Operations Manual. U.S. Army War College, 1979. (Documento original propondo a unidade de “guerreiros-monges” com capacidades paranormais).
[8] RONSON, J. The Men Who Stare at Goats. New York: Simon & Schuster, 2004. p. 19-42. (Contextualização do conceito First Earth Battalion e sua recepção por Stubblebine).
[9] MOREHOUSE, D. Psychic Warrior: Inside the CIA’s Stargate Program. New York: St. Martin’s Press, 1996. p. 44-67. (Descrição do “Projeto Jedi” e treinamento de visualizadores remotos sob designação informal de “Guerreiros Jedi”).
[10] MOREHOUSE, D. Psychic Warrior: Inside the CIA’s Stargate Program. New York: St. Martin’s Press, 1996. p. 68-95. (Detalhamento das sessões de treinamento incluindo visão remota, meditação e tentativas de psicocinese).
[11] RONSON, J. The Men Who Stare at Goats. New York: Simon & Schuster, 2004. p. 59-74. (Relatos sobre discussões internas a respeito de “passagem através de matéria sólida” no contexto do INSCOM).
[12] RONSON, J. The Men Who Stare at Goats. New York: Simon & Schuster, 2004. p. 75-98. (Descrição detalhada dos experimentos com cabras em Fort Bragg atribuídos ao programa de guerra psíquica).
[13] RONSON, J. The Men Who Stare at Goats. New York: Simon & Schuster, 2004. p. 89-93. (Depoimento de Guy Savelli sobre a morte de uma cabra durante sessão de concentração psíquica).
[14] UNITED STATES DEPARTMENT OF THE ARMY. Center Lane Program Records. Arquivos desclassificados. 1983-1985. (Documentação da reestruturação do programa sob o codinome Center Lane).
[15] AMERICAN INSTITUTES FOR RESEARCH. An Evaluation of Remote Viewing: Research and Applications. Relatório final para a CIA, 1995. Disponível em: https://irp.fas.org/program/collect/air1995.pdf. Acesso em: jun. 2026. (Seção sobre procedimentos de tasking operacional).
[16] MAY, E. C. “The American Institutes for Research Review of the Department of Defense’s STAR GATE Program: A Commentary”. Journal of Scientific Exploration, v. 10, n. 1, p. 89-108, 1996. (Perspectiva de May sobre o financiamento militar e a relação com o componente civil de pesquisa).
[17] SCHNABEL, J. Remote Viewers: The Secret History of America’s Psychic Spies. New York: Dell Publishing, 1997. p. 275-298. (Relato sobre a aposentadoria de Stubblebine do INSCOM e as pressões políticas internas).
[18] DEFENSE INTELLIGENCE AGENCY. Soviet and Czechoslovakian Parapsychology Research (U). DIA Report DST-1810S-387-75. 1975. (Estimativas de inteligência sobre investimento soviético em pesquisa psicotrônica).
[19] ALEXANDER, J. B. UFOs: Myths, Conspiracies, and Realities. New York: Thomas Dunne Books, 2011. p. 150-172. (Análise de Col. John Alexander sobre estruturas de comando e autonomia decisória em programas classificados do Exército).
[20] STUBBLEBINE, A. N. III. Entrevistas póstumas e declarações públicas compiladas em documentários, incluindo Third Eye Spies (dir. Lance Mungia, 2019). (Declarações do general sobre sua convicção persistente nas capacidades psíquicas militares).
ArcaVox · 15 de junho de 2026
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